Pesquisa

ICB

Login: Senha:

Revista Bio ICB

Twitter

Carregando os dados do twitter...


Home » Revista Bio ICB » Divulgação Científica » SESSÃO MONOGRAFIAS DA SEMANA- CONHEÇA OS ALUNOS DA BIOMEDICINA UFRJ E SUAS MONOGRAFIA DE CONCLUSÃO DE CURSO

SESSÃO MONOGRAFIAS DA SEMANA- CONHEÇA OS ALUNOS DA BIOMEDICINA UFRJ E SUAS MONOGRAFIA DE CONCLUSÃO DE CURSO

A aluna Ketiuce Zukeram defendeu sua monografia no final de 2014 sob o título “Estudo da associação entre o polimorfismo do gene SULT1A1 com câncer de mama em mulheres jovens no Rio de Janeiro”. Ketiuce estuda um conceito genético chamado de polimorfismo. O polimorfismo é definido como uma variação nas características físicas, que também são chamadas de características fenotípicas. Essas características podem ser separadas em classes distintas e bem definidas. O controle genético de tais características se dá por um ou poucos genes. Como exemplo de polimorfismo podem ser citados os grupos sanguíneos humanos do sistema ABO (classes A, B, AB e O), que é bem familiar.  Nesse caso, só existem 4 fenótipos, ou grupos sanguíneos possíveis: sangue tipo A (AA ou AO), sangue tipo B (BB ou BO), sangue tipo AB (AB) ou sangue tipo O (OO).  Em seu trabalho de monografia, Ketiuce investigou um tipo de polimorfismo do gene SULTA1 que ocorre em mulheres portadoras do câncer de mama. Embora já existam muitos estudos sobre esse tipo de polimosrfismo em outros tipos de câncer de mama, o trabalho de Ketiuce estava centrado em mulheres jovens e com câncer de mama no Estado do Rio de Janeiro.

O câncer de mama é o tumor que mais acomete e mata mulheres no mundo todo. Nas duas últimas décadas foi reportado um aumento na sua incidência, inclusive em mulheres jovens. A proteína sulfotransferase 1A1 (SULT1A1) está envolvida no metabolismo de xenobióticos e do estrogênio, os quais possuem um papel no câncer de mama. Há diversos estudos epidemiológicos que sugerem uma associação entre o polimorfismo da SULT1A1 e o risco de câncer de mama, porém os achados são inconclusivos. O objetivo do estudo de Ketiuce foi explorar a magnitude desta associação em mulheres jovens. Este trabalho é parte de um estudo caso-controle com mulheres na faixa etária entre 18-35 anos, onde amostras de sangue foram coletadas de 277 controles provenientes de hospitais públicos do Rio de Janeiro, sem doença neoplásica; e de 266 pacientes diagnosticadas com câncer de mama, no Instituto Nacional do Câncer, entre 1999 e 2009. Através da técnica PCR-RFLP foi detectada a distribuição do polimorfismo Arg213His do gene SULT1A1 nos casos e controles. Os dados obtidos foram analisados por programa estatístico, e a associação dos genótipos com o câncer de mama determinada através da razões de chance (OR) bruta, por meio de regressão logística não condicional. Nossos resultados sugerem que o genótipo His/His está associado com uma redução do risco de desenvolvimento de câncer de mama em mulheres jovens, quando comparado com o genótipo Arg/Arg (OR = 0,43; IC 95% 0,25-0,74), ou quando comparado com os genótipos Arg/Arg + Arg/His (OR = 0,45; IC 95% 0,27-0,75).

 

Para ela, é importante que o aluno produza o seu próprio trabalho científico durante a faculdade. Na opinião de Ketiuce a elaboração de uma monografia permite que o aluno desperte seu interesse na pesquisa científica e desenvolva um trabalho com o qual se identifique. Assim, ver um trabalho seu concluído é muito gratificante, afirma Ketiuce. Além disso, ela destaca que toda a pesquisa realizada em sua monografia teve como base o conhecimento prévio adquirido nas aulas de graduação. Outro ponto importante do curso, que contribuiu para seu sucesso, foi a grade quantidade de tempo disponibilizada na grade curricular para fazer estágio, permitindo que ela adquirisse muita prática. Após concluída a etapa de elaboração dos resultados, veio a etapa de escrever a monografia, que, segundo a aluna, foi a parte mais cansativa da monografia:

-É muito interessante você ver os resultados gerados pelo seu trabalho, mas colocar tudo no papel em um formato de Introdução e Metodologia requer muita disciplina. No entanto, é uma etapa muito importante pois é nessa hora que você sabe se domina ou não o assunto para apresenta-lo para a banca examinadora.

De fato, não foi difícil conseguir o material para a preparar a parte escrita. Os artigos científicos poderiam ser baixados na Fiocruz, onde a aluna fez estágio.

Além de se dedicar à elaboração de sua monografia, Ketiuce estava fazendo outras matérias da graduação além de participar de um projeto de extensão universitária.

-Eram várias coisas acontecendo ao mesmo tempo, mas deu para cumprir no prazo, afirma a aluna.

 O trabalho está finalizado e será publicado em uma revista especializada em breve.

Como perspectivas futuras, Ketiuce conta que ingressou no mestrado na Microbiologia da UFRJ e estuda aspectos da interação entre o sistema imune de outro tipo de câncer, o mieloma. Seu orientador é o professor Alexandre Morrot.

-A monografia e a graduação são a porta para qualquer outra coisa que você vá fazer depois, seja uma pós-graduação ou uma especialização. Um conhecimento é sempre bom, finaliza Ketiuce.


Instituto de Ciências Biomédicas - Av. Carlos Chagas, 373 - bl.K, 2º andar, sala 35 - Prédio do Centro de Ciências da Saúde

Cidade Universitária, Ilha do Fundão - Rio de Janeiro - RJ, CEP 21941-902

Tels.: 2562-6674/6714 | E-mail:gabinete@icb.ufrj.br