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SESSÃO PASSAPORTE- CONHEÇA OS ALUNOS DA BIOMEDICINA UFRJ QUE ESTÃO DESENVOLVENDO SEUS TRABALHOS NO EXTERIOR PELO PROGRAMA CIÊNCIAS SEM FRONTEIRAS

A entrevista da Coluna Ciência Sem Fronteiras deste mês conta sobre o intercâmbio no Reino Unido, na Universidade de Lincoln, da aluna Ludmila Alem, estudante de Biomedicina da UFRJ, atualmente, no 5º período.

 

BioICB: Qual foi a sua principal motivação em participar do programa de intercâmbio CsF?

Ludmila Alem: A oportunidade de conhecer como funciona o sistema de ensino em um país estrangeiro me motivou bastante. Profissionalmente, tenho grande interesse na área de Ciências Forenses. Adquirir experiência nesta área através de disciplinas mais direcionadas e específicas seria muito enriquecedor.

 

BioICB: Como foi o processo seletivo para participar do CsF?

Ludmila Alem: Em minha opinião não foi um processo difícil. A principal exigência do edital é ter a média de notas acima de 7,0. Houve alguns empecilhos como o exame de inglês, o IELTS, porque eu não possuía muita fluência na língua, o que melhorou bastante com a prática que obtive durante o intercâmbio. Apesar disso, considero o processo seletivo bastante tranquilo.

 

BioICB: Para qual Universidade você foi?

Ludmila Alem: Fui selecionada para a Universidade de Lincoln, localizada na cidade de

Lincoln, que fica a duas horas de Londres.

 

 

BioICB: Como foi a experiência de cursar Ciências Forenses na Universidade de Lincoln?

Ludmila Alem: Foi uma experiência inovadora. Desfrutei de uma estrutura incrível em termos de laboratório forense, que sei que não poderia ter tido contato aqui no Brasil, pois é uma área mais restrita aos profissionais da área em suas respectivas instituições de trabalho, e como estudante eu não teria tal oportunidade. Cursei disciplinas específicas da área forense, como Toxicologia Forense, Antropologia Forense, Técnicas em Grafoscopia e Análise de Balística. Além disso, participei de muitas aulas práticas nas quais pude conhecer cenas e cenários de crime e campos em florestas bastante reais que me proporcionaram uma visão estilo CSI!

 

BioICB: Como era sua rotina lá?

Ludmila Alem: Minha rotina era bem diferente da rotina do Brasil. Em minha opinião, o sistema de ensino brasileiro dedica uma grande quantidade de horas às aulas presenciais sob a supervisão do docente responsável. Em contrapartida, na Universidade de Lincoln, as aulas eram administradas, em sua maioria, em blocos de duas horas e eram mais superficiais em sua forma de expor o conteúdo. Apesar disso, o acesso à informação era bastante vasto. Além das aulas ministradas, havia seminários específicos nas disciplinas e professores sempre dispostos a sanar dúvidas sobre a matéria.

 

 

BioICB: Você teve a oportunidade de realizar estágios científicos em laboratório? Quais?

Ludmila Alem: Sim, trabalhei em um projeto individual bem interessante em um laboratório de Ciências Forenses, chamado Science Building. Neste projeto, fui orientada pela Doutora Ruth Croxton, e estudamos o tema: “Diferentes técnicas para revelar fingerprints”, no qual trabalhei por três meses e pude aprender diversas técnicas como, por exemplo, o Manuseio da Cabine de Superglue (Cyanoacrylate fumming process), um equipamento que permite a revelação de digitais latentes em objetos; uso do BASIC Yellow 40 e Sudan Black também utilizados em revelação de digitais; e o uso de pó magnético, muito utilizado nos seriados do CSI!

 

BioICB: Você pretende se especializar mais na área acadêmica em outro país?

Ludmila Alem: Por enquanto não. Eu quero me formar e estudar para realizar concursos na área de Ciências Forenses. Todavia, se surgirem oportunidades para realizar Pós-graduação nesta área fora do Brasil, eu estaria disposta a tentar!

 

BioICB: Qual foi sua maior dificuldade?

Ludmila Alem: Adaptar-me à cultura acho que foi minha maior dificuldade. As pessoas são mais reservadas e por isso, a criação de vínculos de amizade é um pouco mais difícil.

 

BioICB: O intercâmbio pelo CsF causou alguma alteração no período de conclusão do seu curso aqui no Brasil?

Ludmila Alem: Sim. Apesar de ter cursado disciplinas durante o intercâmbio posteriormente registradas aqui na UFRJ como disciplinas de livre escolha, não irei obter meu diploma no período de curso previsto. Quando eu retornei, decidi migrar para a grade de Ciências Forenses, consequentemente tenho novas disciplinas a cursar.

 

BioICB: A bolsa que recebeu do Programa CSF foi suficiente para suprir suas necessidades?

Ludmila Alem: Sim, seguindo o que o programa propõe, para alimentação e moradia, a bolsa é suficiente. Porém, ultrapassar o foco acadêmico, como viajar para países próximos, é um pouco mais complicado, mas não impossível devido ao recebimento de auxílios.

 

BioICB: Que dica você daria para os estudantes que pretendem fazer um intercâmbio pelo CsF?

Ludmila Alem: Uma dica que considero importante é se vincular às pessoas que falam inglês o tempo inteiro. Isto evita a prática da língua apenas quando necessário. Além disso, é interessante participar de grupos de atividades extracurriculares, em esportes, por exemplo, o que não é tão estimulado aqui no Brasil, pois proporciona um acréscimo cultural bastante interessante.


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