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COLUNA PASSAPORTE- CONHEÇA OS ALUNOS DA BIOMEDICINA UFRJ QUE ESTÃO DESENVOLVENDO SEUS TRABALHOS NO EXTERIOR PELO PROGRAMA CIÊNCIAS SEM FRONTEIRAS

A Coluna Passaporte traz hoje a história de Fernanda Barros, graduada no ano de 2013 em Ciências Biológicas – Modalidade Médica. Na ocasião da entrevista, ainda como aluna de graduação, ela realizou um intercâmbio pelo Programa Ciência Sem Fronteiras.

BioICB): Para onde você foi e por quanto tempo ficou lá?

F: Fui para Wasington DC, Estados Unidos, pelo Programa Ciência Sem Fronteiras e fiquei nove meses estudando na American University.

BioICB): Quais foram as suas impressões sobre o sistema educacional de lá?

F: O sistema educacional lá é muito diferente do nosso. São poucas horas de aula mas muitas tarefas para casa. Para cada hora de aula, o professor disponibiliza uma outra hora em sua sala para tirar dúvidas e conversar com os alunos. A ideia é que o aluno tenha tempo de ser curioso, leia muito.

BioICB): E como é a relação professor-aluno dentro da Universidade?

F: Eles tentam estabelecer uma relação bem mais próxima com os alunos do que estamos acostumados aqui no Brasil, mas sem perder a formalidade, claro.

BioICB): Conte um pouco como foi sua experiência com as aulas na Universidade.

F: No início do semestre os professores mandam um cronograma muito detalhado. Nele consta o que será dado em cada dia, o que você deve ler para antes de cada aula e as tarefas que serão feitas com as datas de entrega. A ideia é que a gente estude sempre, tenha tempo de fazer as coisas para não ter que fazer em cima da hora. Eles são muito organizados!

BioICB): E o conteúdo ministrado? Há diferença em relação ao que é estudado nas Universidades brasileiras?

F: Sobre o conteúdo, as disciplinas são bem mais amplas e mais rasas que as nossas. A formação é mais generalista e menos aprofundada. Acredito que eles aprofundem mais no “grad-school” que é como são chamados os cursos de pós-graduação de lá.

BioICB): Como era sua vida no campus?

F: Existem muitas atividades extracurriculares, vários grupos (clubes) que podemos frequentar. Está sempre ocorrendo algum evento. Só fica parado quem quer!

BioICB): Você fez algum estágio durante esse tempo em que esteve nos EUA? Onde foi e por quanto tempo?

F: Passei três meses estagiando na empresa AbbVie, no norte de Chicago, Illinois. É uma empresa biofarmacêutica internacional.

BioICB): Como você ficou sabendo desse estágio?

F: Fiquei sabendo desse estágio através do portal do IIE (Institute of International Education). É um portal na internet destinado a oferecer vagas de estágios disponíveis para estudantes participantes do Programa Ciência Sem Fronteiras. Lá é bastante comum os estágios de verão, que acontecem durante as férias da faculdade.

BioICB): Quais foram suas atividades na AbbVie?

F: Estagiei no departamento de Descobertas de Novas Drogas para a Dor. O meu projeto objetivava validar um método de eletrofisiologia automatizada para estudo de um receptor de canal iônico ativado por um ligante. A ativação desse receptor está associada à dor. A partir desse método validado, estudei a natureza dos antagonistas (inibidores) desse receptor, avaliando se eram competitivos ou não competitivos para se ligarem ao receptor. Para fazer esse experimento, utilizei uma plataforma de eletrofisiologia automatizada chamada IonWorks Barracuda, que permite a geração de muitos dados individuais de uma única vez. Foi algo extremamente inovador, pois acredito que tenha sido a primeira vez que esse equipamento tenha sido utilizado para estudar receptores iônicos ativados por um ligante e também para avaliar a natureza de inibição de compostos.    

BioICB): Quais foram suas impressões sobre estagiar em uma empresa farmacêutica?

F: Foi maravilhoso estagiar lá, realmente uma experiência única, já que não temos tantas empresas desse naipe com um polo de pesquisa no Brasil. Aprendi muito, não só as técnicas do meu projeto de pesquisa mas também sobre como funciona a pesquisa em uma empresa privada.

BioICB): E como funciona?

F: A pesquisa lá anda extremamente rápido, eu produzi muitos resultados e até defendi minha monografia de final de curso utilizando os resultados que trouxe de lá. Utilizei equipamentos muito sofisticados, que existem em poucos lugares do Mundo. Também tive a oportunidade de conhecer diversos setores da empresa através de tours que eles promoviam para nós. Daria para escrever um montão de coisas sobre essa minha experiência na AbbVie... (risos).

BioICB): Que mensagem você gostaria de deixar para nossos leitores?

F: Vão em frente, aproveitem cada instante, tirem proveito de todas as oportunidades que aparecerem e não olhem para trás!  


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