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Coluna Passaporte - Conheça os alunos da Biomedicina UFRJ que estão desenvolvendo seus trabalhos no exterior pelo programa Ciências sem Fronteiras

BioICB): Para onde você viajou e em que Universidade ficou?

Mayara: Viajei para o Bronx, Nova Iorque e fiquei na Albert Einstein College of Medicine –Yeshiva University.

BioICB): Por que você escolheu essa Universidade?

M: Minha professora-orientadora de Iniciação Científica e mais outro professor contataram um docente da Albert Einstein College of Medicine, que me aceitou como aluna, pelo programa Ciência Sem Fronteira, em seu laboratório no Departamento de Neurociências.

BioICB): Que atividades você desenvolveu no laboratório?

 M:  Trabalhei com a expressão da aquaporina, que é uma proteína que forma canais para entrada e saída de água no interior da célula com o fim de garantir sua homeostasia de íons e água. Estudos realizados indicam que ela atua na migração de células tumorais cerebrais, bem como na formação de edemas em casos de trauma. Meu projeto era verificar se tinha alguma ação importante da aquaporina no glioma (cancer de cérebro), pois a formação de edema em pacientes com tumor glial piora muito o prognóstico. Assim, nós analisamos a regressão ou progressão do tumor cerebral com nanopartículas especiais injetadas, por via endovenosa, em camundongos. Tive a oportunidade de fazer um curso de manueio de animais em experimentacao que me auxiliou muito e pude ter um pouco mais de experiencia com a parte in vivo.  Trabalhei também muito com cultivo de células gliais, biologia celular e experimentos com nanopartículas in vivo e in vitro.

 

BioICB): A rotina de laboratório lá é muito diferente da que você está acostumada no Brasil?

M: A rotina acelerada de experimentos e compromissos não é diferente daqui da UFRJ, porém as condições de trabalho são mais adequadas. Há mais facilidade para aquisição de produtos e equipamentos. Achei a infraestrutura da Universidade onde fiquei muito bem organizada, desde a predial até a burocrática. Além disso, ela fornece ótimos subsídios para cursos e outras formações profissionalizantes aos alunos interessados, além de muito incentivo à pesquisa. Com isso, alunos e pesquisadores de todos os níveis possuem um alto grau de satisfação comparado aos brasileiros. Não digo, porém, que os pesquisadores de lá encontrem condições perfeitas para conseguirem trabalhar. Com certeza, também há muitas barreiras a serem vencidas por eles!

BioICB): Fale um pouco de sua experiência morando no exterior. Era o que você esperava ou foi além de suas expectativas?

M: Minha experiência durante o intercâmbio foi muito mais que profissional. Foi uma experiência pessoal maravilhosa. As pessoas do laboratório eram muito boas e acolhedoras, as estudantes que dividiam o alojamento comigo eram ótimas, fiz muitas amizades e me diverti muito! Nova Iorque é maravilhosa, muito organizada, com um bom sistema de transporte, uma oferta enorme de eventos culturais, museus incríveis, pontos turísticos e, uma das coisas que mais me agradou, restaurantes de todos os tipos! Tive a oportunidade de aproveitar tudo o que a cidade oferecia. Para mim NY é simplesmente indescritível! Eu me apaixonei pelo lugar e faria essa experiência mil vezes.

BioICB): Qual a importância de toda essa experiência para você como profissional?

M: Como experiência profissional, me ajudou a trabalhar de forma mais independente, a procurar soluções e meios para realizar o que eu preciso. Permitiu uma maior integração  com experientes pesquisadores, além de conhecer novas pessoas e entender como funciona a ciência em um país com um peso tão grande na área da pesquisa. E ainda melhorar a minha comunicação e experiência com a língua inglesa.

BioICB): Que mensagem você deixaria para quem está pensando em fazer um intercâmbio?

M: Eu incentivo todos aqueles que pensam em viver uma experiência como esta, pois é um meio maravilhoso de participar de outras realidades, de crescer como pessoa e, consequentemente, como profissional. Exige, claro, muitos esforços e renúncias, porém o ganho é superior a qualquer dificuldade.

BioICB): Há alguma caraterística relevante do país que você acredita essencial ser adotada aqui no Brasil?

M: Achei que a infra-estrutura, a organização da cidade e o sistema de transporte são coisas legais que poderiam ser adotadas aqui no Brasil também.  


                                               

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


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