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COLUNA PASSAPORTE- CONHEÇA OS ALUNOS DA BIOMEDICINA UFRJ QUE ESTÃO DESENVOLVENDO SEUS TRABALHOS NO EXTERIOR PELO PROGRAMA CIÊNCIAS SEM FRONTEIRAS

A entrevista da Coluna Ciências Sem Fronteiras conta um pouco sobre o intercâmbio nos Estados Unidos, na Universidade de Michigan, da aluna Paula da Silva Frost, estudante de Biomedicina da UFRJ, atualmente, do 8º período.

BioICB: O que te motivou a participar do programa CSF?

Paula Frost: Eu sempre tive uma motivação pessoal de fazer um programa de intercâmbio. Mas essa motivação acabou se tornando um objetivo profissional quando meus pais descobriram que eu queria seguir a carreira de pesquisadora e me aconselharam a buscar uma experiência fora do Brasil. Por essa razão, resolvi aproveitar a oportunidade e passar um ano fora, estudando pelo CSF.

 

BioICB: Como foi o processo de seleção do CSF?

Paula Frost: A seleção não é tão complicada quanto parece, mas é muito burocrática. No início eu tive muitas dúvidas com relação ao edital. Por essa razão, eu frequentei muito a secretaria do curso e pude obter bastante ajuda, principalmente do Leandro, a quem quero agradecer por sanar todas as minhas dúvidas e me orientar. Assim, recomendo aos estudantes que querem participar do CSF que se informem na secretaria acadêmica sobre os detalhes de cada edital.

 

BioICB: Como foi o processo de  escolha da Universidade?

Paula Frost: Podemos escolher três Universidades diferentes no início do processo, mas isso não garante que você será enviado para uma delas. No fim, é a Universidade que escolhe o aluno através da análise do seu perfil, considerando seu interesse em disciplinas e em área de pesquisa. A análise também considera o que o aluno já estudou e o que tem desejo de estudar de acordo com as oportunidades que a Universidade pode oferecer.

 

BioICB: A prova de inglês é uma etapa que costuma deixar os estudantes um pouco receosos. Qual foi sua impressão em relação a isso?

Paula Frost: Eu fiz o TOEFL que, em minha opinião, não é uma prova tão difícil. Não há muitas questões relacionadas à gramática, pois eles preferem trabalhar a língua dentro de um contexto. Além da avaliação escrita, este exame também avalia a fluência visto que, a comunicação oral é uma habilidade indispensável para viver em um país estrangeiro.

 

BioICB: Como era sua rotina lá?

Paula Frost: Era bem diferente da rotina aqui. As aulas tinham apenas uma hora de duração, porém os professores passavam muitos trabalhos escritos. Então quando não estava em aula, estava estudando para fazê-los. Outro diferencial era o incentivo muito grande a participar de atividades extracurriculares. E eu participei de grupos de estudos internacionais e pude praticar esportes, como o basquete.

 

 

BioICB: Conseguiu estágio em laboratórios? Quais?

Paula Frost: Sim. Eu fui para o intercâmbio muito focada na parte profissional e, logo que cheguei, comecei a procurar estágios. Consegui conversar com a coordenadora do curso de lá que me forneceu alguns nomes de laboratórios dispostos a receber alunos de graduação, o que não é muito comum. Somente depois de pesquisar diferentes laboratórios, me integrei em um laboratório na Universidade de Michigan, trabalhando com junção neuromuscular, sob supervisão do professor Mohammed Akaaboune. Depois de permanecer por dois períodos neste laboratório, me interessei em obter novas experiências e integrei em um laboratório na Universidade de Miami, coordenado pelo professor Brian Noga, cuja pesquisa estava voltada para a lesão de medula e estimulação cerebral relacionada à paralisia utilizando ratos como modelo.

 

BioICB: Como foi a experiência de fazer Ciência em outro país?

Paula Frost: Eu gostei muito dos dois laboratórios em que estive. Foi bem interessante porque desenvolvi um trabalho científico completamente diferente do que eu fazia aqui no Brasil. Pude também aprender novas técnicas que, junto com o fato de ter conhecido outras áreas de pesquisa, me ajudaram a descobrir com o que realmente quero trabalhar. Por isso, quando voltei do intercâmbio retornei ao laboratório de Neurofarmacologia do Desenvolvimento e Envelhecimento, chefiado pela professora Julia Clarke, onde eu já trabalhava antes e cuja área de pesquisa mais me interessa apesar das experiências obtidas durante o intercâmbio.

 

BioICB: Qual foi sua maior dificuldade?

Paula Frost: Acho que a questão cultural foi o mais difícil. É tudo muito diferente daqui. Além disso, você está sozinha, longe de casa, e aprendendo uma nova língua. Não foi fácil, tive que estudar muito. Mas com o tempo eu comecei a me adaptar e no fim valeu a pena!

 

BioICB: Quais as disciplinas que cursou? Existe uma correspondente na grade do nosso curso da UFRJ?

Paula Frost: Eu gosto do nosso curso de Biomedicina porque é bem flexível e fornece liberdade para o estudante escolher com o que quer trabalhar e em que área vai se especializar posteriormente. As matérias que cursei lá foram muito relacionadas ao meu interesse na área de neurociência e todas foram registradas como eletivas. Por essa razão, o tempo do intercâmbio não atrasará a conclusão do curso no Brasil.

 

BioICB: A bolsa que recebeu do Programa CSF foi suficiente para suprir suas necessidades?

Paula Frost: Sim. Muita gente até pensa que a quantia fornecida é muito alta, mas eu não concordo porque além das necessidades básicas, acho importante poder usufruir de outras atividades, como a cultura e o que o local pode te oferecer. Por essa razão, sugiro que os estudantes o façam, pois o ritmo é muito intenso e diferente daqui, tudo conta como experiência.

 

BioICB: Você considera que sua experiência no CSF colaborou para sua formação acadêmica?

Paula Frost: Definitivamente. Tenho planos de fazer um doutorado no exterior.

 

BioICB: Que dica você daria para os estudantes que pretendem fazer um intercâmbio pelo CsF?

Paula Frost: Não desistir de tentar. Acho que foi o melhor que eu poderia fazer, tanto pessoal como profissionalmente. Uma das vantagens é a clara possibilidade de criar contatos no exterior com o objetivo de retornar para um mestrado ou doutorado, pois já existe uma referência. O que eu diria para quem quer ir ou está indo fazer um intercâmbio é que aproveite todas as oportunidades. Conhecer pessoas de outros países, estar imerso na cultura local, e buscar conhecimento em uma área que seja do seu interesse são aspectos enriquecedores dessa experiência para que cada um possa  se encontrar e descobrir no que deseja realmente trabalhar!


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