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COLUNA PERGUNTE AO PROFESSOR - CONHEÇA OS PROFESSORES DA BIOMEDICINA UFRJ E SUAS LINHAS DE PESQUISA

Coluna Entrevista com professor

Entrevistada: Professora Elenice Correa - Instituto de Ciências Biomédicas

Por Gabrielle Tantos 

Qual a sua área de trabalho?

R.: Na pesquisa científica, a  área é neurociências. Eu trabalho com a glândula pineal que tem dentre suas funções, produzir melatonina. Além de estudos morfológicos na pineal analisei  o efeito de doses excessivas de zinco (Zn) para ratas jovens verificando que o  sulfato de Zn em excesso acumula-se nessa glândula (e também em outros tecidos), ocasionando a destruição do seu parênquima e a produção de amiloidose (depósito irregular de proteína fora da célula que pode causar patologias), que levam a um comprometimento motor no animal.  Com isto desenvolvi um modelo experimental de hiperzincemia, que pode auxiliar o conhecimento sobre esta glândula neuroendócrina e sobre o papel do Zn quando em excesso.

Também trabalho na área de Extensão Universitária, no Núcleo de Extensão Museu 3D (NExM3D) que abriga o projeto Museu 3D para a manutenção de modelos tridimensionais  (de um acervo já existente desde a década de 60, de órgãos, sistemas, biologia celular..) e para a criação de novos modelos em 3D para ensino de ciências biomédicas. Hoje, já usamos essas peças em aulas práticas associadas à histologia, com resultados excelentes nas médias finais! E ainda, o  NExM3D (que tem parceria com outros projetos de extensão na UFRJ, e outros locais) através do projeto Museu 3D faz a divulgação científica em saúde junto a ambulatórios (ex: IPPMG/UFRJ), escolas, orfanatos e outros.  E isso é só uma parte do que é atualmente o Museu 3D, pois enquanto um projeto de extensão, está também associado a Curso de Graduação (Ciências Biológicas Modalidade Médica) como disciplina, tem bolsista PIBEX e PIBIC-Ensino médio e está vinculado a trabalhos de conclusão de curso na UFRJ, alguns já defendidos. Podem nos visitar no www.facebook.com/nucleodeextensaomuseu3d.

Além desse caráter didático, esse projeto tem seu lado museológico já que nós temos peças do ano de 1800, que foram criadas por ilustres médicos da época. É possível inclusive visualizar suas assinaturas, caracterizando-as como um patrimônio cultural  da UFRJ, conforme mostramos no último congresso do MAST ( Museu de Astrologia e Ciências afins/UFRJ).

 

Qual o seu recado para as pessoas que se interessam pela área biológica?

R.: Em minha opinião, o aluno quando entra na universidade não sabe muito bem o que irá fazer e muitas vezes entra motivado apenas a fazer pesquisa científica dentro do ambiente de laboratório. De repente ele descobre que pode fazer pesquisa em laboratório mas também pode fazer em lugares ligados à educação, como o caso do Museu 3D, por exemplo, onde o aluno antes de criar, precisa realizar todo um trabalho de pesquisa em torno de um organismo modelo.  Assim sendo, ele começa a ver a existência de outros campos em que pode atuar, interagindo com outros cursos.

O aluno ao ingressar na universidade deve ter um pensamento aberto para verificar onde ele pode desenvolver as suas potencialidades, não vir direcionado a uma só função e sim, buscar ser no futuro um bom profissional com amplitude de opções e dialogar com diversas áreas. 


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