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COLUNA PRATAS DA CASA - CONHEÇA OS EX-ALUNOS DA BIOMEDICINA UFRJ E SUAS CARREIRAS

Antes de comentarmos a respeito do que Pontes vem desenvolvendo atualmente, acompanhe comigo uma volta ao tempo quando ele ainda era aluno, como você, leitor. Bruno entrou no curso de Biomedicina/UFRJ em 2003. Desde sua iniciação científica, pertenceu ao laboratório do Professor Vivaldo Moura Neto(ICB/UFRJ) onde realizou pesquisa na interface entre a física e a biologia.

Interessada, perguntei: “Como chegou a esse laboratório?” Bruno disse que tudo começou ainda no segundo período da graduação, por meio de uma indicação da professora Narcisa Cunha (IBCCF/UFRJ), durante uma das aulas de Bases Estruturais da Matéria Viva (Biologia Celular). A partir daí, Bruno entrou em contato com o Professor Vivaldo, que o apresentou ao recém-instalado Laboratório de Pinças Óticas, coordenado pelo Professor Moysés Nussenzveig (IF/UFRJ). O Laboratório de Pinças Óticas tem como meta estabelecer uma atmosfera ideal para estudar problemas interdisciplinares que exigem uma colaboração estreita entre físicos e biólogos. Curioso e motivado por essa idéia, Bruno resolveu ingressar no grupo.

Lá, estudou inicialmente os nanotubos intercelulares, estruturas muito finas, porém, capazes de conectar células e possibilitar a troca de informação entre elas. Essas estruturas foram descritas na literatura como um novo mecanismo de comunicação celular. Além da caracterização morfológica, o interesse de Bruno era também compreender, do ponto de vista mecânico, quais eram as propriedades físicas que controlavam a formação desses nanotubos. Isso pôde ser feito com a ajuda da técnica de pinça ótica, instrumento capaz de medir forças na escala de piconewtons (força equivalente ao peso de uma partícula de mais ou menos 1 bilionésimo da massa de umgrão de areia) e deslocamentos na escala de nanômetros (10metros). Apesar de muito pequenas, essas correspondem às ordens de grandeza de eventos que ocorrem no interior da célula. Foi dentro desse tema que Bruno defendeu sua monografia de graduação.

Ao terminar a faculdade, Bruno fez uma seleção direta para o doutorado, ingressando no Programa de Pós-graduação em Ciências Morfológicas no ano de 2007. Durante o doutorado, Bruno se empenhou em estudar como a célula é capaz de controlar suas propriedades mecânicas, ficando“mais mole ou mais rígida” em resposta a um estímulo mecânico externo e, com isso, afetando posteriores eventos celulares. Bruno verificou essas modificações em células de tecido nervoso, tanto saudáveis quanto tumorais.

Bom, a cada dia ele se interessa mais pelo assunto. Após os 4 anos de doutorado, recebeu um convite para realizar um pós-doutorado no recém-inaugurado Instituto de Mecanobiologia da Universidade Nacional de Cingapura. Não pensou duas vezes e se mudou para o outro lado do mundo. Em Cingapura, seu foco foi estudar como a superfície celular, composta pela membrana e por um citoesqueleto de actina cortical, é capaz de influenciar o processo de migração celular principalmente durante a adesão célula/substrato.

Diz que a experiência ao sair do país para pesquisar trouxe benefícios tanto pessoais quanto profissionais. Segundo ele, seu aprendizado profissional foi enorme já que participou de um instituto recém-inaugurado voltado somente para a área em que atua. Por isso, foi capaz de adquirir um vasto conhecimento na área, em diversas escalas, do micro ao macro, do estudo de forças de interação de uma proteína comoutra, como também da relação de forças duranteo desenvolvimento de um ser vivo inteiro, por exemplo.

Além disso, ainda segundo ele, seu crescimento pessoal também foi enorme visto que entrou em contato com uma nova cultura e pôde interagir com pessoas pertencentes a ela. Portanto, acha muito válido que os alunos vivam essa experiência.

Ao terminar seu tempo em Cingapura, retornou ao Brasil há poucos meses com uma nova bolsa de pós-doutorado, "Atração de Jovens Talentos do Programa Ciências sem Fronteiras", e vem tocando sua linha de pesquisa a todo o vapor.


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